1922-2022 | Evocação de Xenakis

  


1922-2022 Evocação de Xenakis, com Cândido Lima

Lisboa Incomum | 29 de Maio 2022, 17h


Seria exatamente no dia 29 de Maio que o compositor Iannis Xenakis completaria 100 anos de vida. Por isso, o Festival DME recebe o compositor português Cândido Lima para realizar um evento de homenagem a Xenakis. 

O evento iniciará com uma conferência de Cândido Lima intitulada 1922-2022 | EVOCAÇÃO DE XENAKIS, seguida de um concerto com peças de ambos os compositores.


Programa

Cândido Lima (1939-): A-MÈR-ES (1978/79)

Encomenda da Fundação Gulbenkian por “ordem”de Xenakis (Paris1977)

Dedicada a Xenakis


Iannis Xenakis (1922-2001): Orient-Occident (1960)


Entrada gratuita. Reservas via email para lisboaincomum@gmail.com. 



Cândido Lima e Iannis Xenakis, por Françoise Xenakis (1997)

1982


Bio Cândido Lima:

Cândido Lima nasceu em 1939 em Viana do Castelo. Diplomou-se em Piano e Composição nos Conservatórios de Música de Lisboa e Porto como bolseiro da Fun-dação Gulbenkian e outras organizações organizacionais, e em Filosofia e Humani-dades na Faculdade de Filosofia de Braga. Doutorado pela Universidade de Paris I - Sorbonne, (e um Doctorat d’État inacabado). Estudou composição com Xenakis e direcção de orquestra com Gilbert Amy e Michel Tabachnik. Estudou Electroacústica e Informática Musical nas Universidades de Vincennes e Panthéon-Sorbonne, tendo estagiado no IRCAM e no CEMAMu. Foi bolseiro da Secretaria de Estado da Cultura.

Colaborou na imprensa, e com o Ministério da Educação em reformas no en-sino da música. É autor das séries para televisão Sons e Mitos, Fronteiras da Músi-ca, No Ventre da Música, Evocações (ABZ de Júlio Montenegro), e para a Rádio, De toda a música, no Programa da Manhã de Júlio Montenegro (Prémio de Imprensa de 1987 - RDP/Antena 1). Foi responsável pela visita de alguns grandes músicos a Por-tugal, como o “Encontro com Xenakis” no Porto, no Cinema Trindade, 1973. Apresen-tou com Xenakis, em Lisboa, o UPIC/CEMAMu. Entrevistou Iannis Xenakis, Gyorgy Ligeti e Pierre Boulez. Escreveu ensaios e outros textos, publicados e inéditos. Foi o primeiro compositor português a utilizar em simultâneo, entre outros meios, com-putador, electroacústica e orquestra (Oceanos. A-mèr-es, etc.,). 

Ensinou, entre outras escolas, no Conservatório de Música e na Escola Supe-rior de Música do Porto (Professor Adjunto e Professor Coordenador). Presidiu à Ju-ventude Musical de Braga, ao Grupo Musica Nova, dirigiu os Conservatórios de Bra-ga e Porto. É colaborador da Enciclopédia Verbo desde 1972. Foi convidado por Pas-cal Dusapin, que lhe dedicou a obra “Canto”, a integrar o júri de selecção da Acadé-mie Européènne de Composition” (com W.Rhim, M.Lindberg, K.Huber, G.Benjamin e J. Dillon). 



Bio Iannis Xenakis:

Compositor, arquitecto e engenheiro civil, Iannis Xenakis (Braïl/Braïla – Ro-ménia, 29. Maio.1922 – Paris, 04. Fevereiro.2001) fez os seus primeiros estudos de composição com Hermann Scherchen, Olivier Messiaen e Darius Milhaud, em Fran-ça e na Suíça. Mais tarde, em 1976, concluiu na Sorbonne o curso de Letras e Ciên-cias Humanas.

Durante a Segunda Guerra Mundial participou no movimento de resistência grega, tendo-se refugiado posteriormente em França, a partir de 1947, vindo a ad-quirir a nacionalidade francesa em 1965. Durante doze anos trabalhou com Le Cor-busier em Paris, participando na concepção e design de muitos projectos como o Convento de Tourette, o Estádio de Bagdad e a Assembleia de Chadigarh. Entre as suas muitas criações contam-se o Pavilhão da Phillips, na Feira Mundial de Bruxelas em 1958, Polytope de Cluny (1972-74), acções de som e luz controladas por compu-tador, Diatope para a Praça George Pompidou, e Polytope of Mycenae (1978) na área da Acrópole de Micenas, entre muitas outras. Iannis Xenakis foi ainda fundador e director do Centre d’Études de Mathématique et Automatique Musicales em Paris, e do Center for Mathematical and Automated Music da Universidade de Indiana. Entre 1967 e 1972 esteve ligado a esta Universidade na qualidade de professor as-sociado. Entre 1970 e 1972 foi também membro do Centre Nacional de Recherche Scientifique de France, e integrou o corpo docente da Sorbonne. Em 1974, recebeu a medalha de ouro Maurice Ravel, foi eleito membro honorário da American Academy of Arts and Letters, e do National Institute of Arts and Letters. Em 1977, Xenakis recebeu o Prémio Beethoven da cidade de Bona, e em 1981 o Estado Francês atribu-iu-lhe a Ordre des Arts et Lettres e a Medalha da Légion d’Honneur. Em 1982 rece-beu as medalhas das cidades de Marselha e de Vendôme.

Como músico, é-lhe atribuída a invenção da música estocástica, através da introdução do cálculo das probabilidades e de algumas teorias da composição musi-cal com base nos instrumentos, na electroacústica e no computador. A música con-temporânea ficou-lhe ainda a dever a invenção de algumas técnicas de composição que no seu tempo constituíram a língua franca da música de vanguarda. A sua obra apresenta uma das saídas possíveis da crise da música serial. Os sistemas e méto-dos que estabeleceu foram muito significativos para a música surgida a partir de 1950.




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